Simple Booking loading...

Introdução

A Contrada del Drago é uma das 17 contrade históricas de Siena. Localiza‑se no Terzo di Camollia, na parte noroeste da cidade . O território do Drago estende‑se desde a área da Fortaleza Medicea e do estádio municipal até à Basílica de San Domenico, incluindo partes da Via dei Montanini e os arredores de Poggio Malavolti . Nas proximidades encontra‑se o Hotel Minerva (Via Garibaldi 72), um ponto de partida ideal para explorar esta contrada: são apenas alguns minutos a pé para chegar à Piazza Giacomo Matteotti, a praça principal do Drago, onde se encontram a fonte batismal e o museu/sede .

Este guia convida você a conhecer de perto a Contrada del Drago — a sua história secular, tradições e lugares a visitar (museu e oratório) — através de um formato de perguntas e respostas . Vamos também conhecer os triunfos do Drago no Palio di Siena, examinando as suas numerosas vitórias (39 Palios conquistados desde 1650) e fornecendo tabelas resumidas . Por fim, sugerimos um itinerário a pé a partir do Hotel Minerva pelas ruas de Siena até ao coração da contrada, indicando os pontos de interesse ao longo do caminho . Vamos mergulhar na alma de uma das contrade mais antigas e fascinantes de Siena.

Localização e símbolos

Onde fica a Contrada del Drago e quais são os seus símbolos?

O Drago ocupa a área do Terzo di Camollia, um dos três antigos distritos em que se divide o centro histórico de Siena. O seu território inclui ruas e praças chave: Piazza Matteotti (o centro neurálgico onde se encontram a fonte e a sede da contrada), Via di Camporegio (sede da Società Camporegio) e parte da Via dei Montanini, uma das principais ruas de Siena . A contrada faz fronteira com as contrade vizinhas Onda, Lupa, Istrice e Aquila, com as quais partilha limites no labirinto de ruas da cidade . Graças à sua localização, o Drago é facilmente alcançável a pé a partir do centro — apenas cerca de dez minutos de caminhada a norte da Piazza del Campo .

Emblema e cores

O emblema heráldico do Drago retrata, como o nome sugere, um dragão dourado alado e coroado em estilo medieval, com as asas abertas . Na garra direita o dragão segura um estandarte azul com a letra “U”, encimado por uma coroa real — uma referência histórica ao rei Umberto I de Saboia . As cores oficiais da contrada são rosa antigo e verde, cruzadas com amarelo . Estas cores aparecem nas bandeiras, trajes e no lenço de seda (gioiello) orgulhosamente usado pelos contradaioli. O lema da Contrada del Drago é “Il cor che m’arde divien fiamma in bocca”, uma expressão poética em dialecto sienense que significa “O coração que arde dentro de mim torna‑se uma chama na boca”, aludindo ao fogo interior do dragão que se manifesta externamente .

Santo patrono, alianças e rivalidades

Cada contrada tem tradicionalmente um santo patrono, alianças e — por vezes — rivalidades. O Drago venera Santa Catarina de Siena, a grande mística do século XIV, como sua padroeira e celebra a festa titular no último domingo de maio . A escolha é significativa: embora o local de nascimento da santa pertença à Contrada dell’Oca, o Drago é particularmente devoto dela porque a sua igreja (o oratório da contrada) é dedicada a Santa Caterina . De modo único, o Drago não tem rival oficial; é a única contrada de Siena que nunca teve um inimigo oficial . Apesar de tensões ocasionais no passado com Lupa, Selva ou Bruco, nenhuma se formalizou. Em contraste, o Drago mantém uma aliança especial com a Contrada dell’Aquila, uma amizade que perdura ao longo do tempo e se evidencia durante celebrações conjuntas e apoio mútuo no Palio .

Resumo de dados principais

ItemDetalhes
Distrito (Terzo)Camollia
EmblemaDragão dourado alado com estandarte com a letra “U”
CoresRosa antigo e verde cruzados com amarelo
Lema“Il cor che m’arde divien fiamma in bocca”
Santo patronoSanta Catarina de Siena (festa no último domingo de maio)
Contrada aliadaAquila
Contrada rivalNenhuma (sem rivalidade oficial)
Gremio tradicionalBanqueiros (cada contrada historicamente associada a um ofício)
Vitórias no Palio39 vitórias (primeira em 1650, última em 2022)

Assim, a Contrada del Drago combina o orgulho simbolizado pelo dragão com referências históricas (o “U” de Umberto I), cores incomuns mas marcantes e uma posição estratégica dentro da cidade. Frequentemente chamada de “Popolo di Camporegio”, recebe esse apelido da localidade Poggio di Camporegio (área em torno de San Domenico e Via del Paradiso), que há séculos é o coração do seu território . Visitar o Drago significa entrar num bairro rico em história e tradição, facilmente reconhecível pelos seus vivos símbolos de dragão e cores .

História da Contrada del Drago

Origens e marcos importantes

A história do Drago tem raízes na Siena tardo‑medieval e renascentista. Já no século XV existem vestígios desta contrada: pesquisas históricas documentam a existência de um grupo local chamado “Drago” em 1481, anterior ao estabelecimento formal das contrade como participantes em eventos públicos . Em 1º de março de 1494, o Drago (junto com Giraffa, Chiocciola e Onda) apareceu com seu próprio símbolo no Gioco delle Pugna, um espetáculo público na Piazza del Campo . Esta é uma das referências mais antigas à contrada num evento oficial, indicando que já no final do século XV o Drago tinha uma identidade de bairro reconhecida .

Durante os séculos XVI e XVII as contrade gradualmente assumiram a forma atual. Por muito tempo, até meados de 1600, os membros do Drago reuniam‑se em casas ou oficinas dentro do distrito . Um ponto de viragem chegou em 1650: no mesmo ano em que o Drago venceria o seu primeiro Palio, a contrada recebeu o uso de uma sala na companhia leiga de San Domenico em Camporegio como sede oficial . Esta concessão vinculou o Drago ao poderoso complexo religioso de San Domenico e lançou as bases para uma colaboração duradoura. A partir de 1679, a companhia concordou até em contribuir para as despesas do Palio, com a condição de que, em caso de vitória, o Drappellone (estandarte pintado) fosse oferecido no altar de San Domenico . Este patrocínio quase religioso durou cerca de um século, até que discordâncias terminaram o acordo após a vitória do Drago em 2 de julho de 1738 . Apenas um estandarte desse período sobrevive hoje — o drappellone de 16 de agosto de 1786 — conservado na Sala delle Vittorie .

Um capítulo fundamental abriu‑se em 1787 quando o grão‑duque Pietro Leopoldo doou à contrada a igreja de Santa Caterina in Paradiso (junto com parte do antigo convento adjacente) para servir como oratório . Construída por volta de 1620 sobre uma igreja do século XV, esta igreja barroca assenta numa elevação conhecida como Poggio Malavolti (Camporegio) . Adquirir a igreja marcou o nascimento da Contrada del Drago como entidade totalmente autónoma com o seu próprio local de culto; o oratório tem sido desde então o centro espiritual da contrada . Com o tempo, o museu que abriga os tesouros do Drago (Palios, trajes, memorabilia) cresceu nas salas abaixo e ao lado da igreja . A paisagem urbana em torno de Poggio Malavolti mudou: a colina foi nivelada várias vezes, mas as escadarias imponentes que conduzem ao oratório ainda testemunham as inclinações originais .

Durante os séculos XIX e XX a Contrada del Drago sobreviveu às supressões napoleónicas e às mudanças de época, mas manteve o seu espírito vivo . Ela possui o traje mais antigo entre as contrade de Siena: um traje “estilo espanhol” de 1839, preservado e ocasionalmente exposto . No século XX a contrada adoptou uma organização moderna com estatutos e órgãos eletivos como o Consiglio e o Seggio liderado pelo Priore, participando activamente na vida cívica e nas competições do Palio . Embora não esteja entre as contrade mais vitoriosas, o Drago acumulou impressionantes 39 vitórias no Palio e viveu momentos épicos, como o Palio della Pace de 1945 . Nas últimas décadas a contrada tem sido marcada pela harmonia interna e estabilidade de liderança: estatisticamente, seus oficiais (Priore e Capitano) servem os mandatos mais longos de qualquer contrada de Siena, evidenciando coesão e continuidade .

Resumo

Em resumo, a história da Contrada del Drago é a de uma comunidade antiga que soube preservar‑se e renovar‑se ao longo dos séculos: desde as lutas renascentistas até as vitórias recentes no Palio, da doação da igreja de Santa Caterina ao museu contemporâneo, o Drago entrelaça mito, fé e paixão popular . Cada esquina do distrito conta parte dessa história — as vielas de Malavolti, a piazzetta de Camporegio, a inscrição da fonte, bandeiras tremulando durante o Palio — pintando um retrato vívido desta contrada intemporal .

Tradições e festividades

Festa titular e fonte batismal

A vida da Contrada del Drago — como a de cada contrada de Siena — é rica em tradições seculares que misturam o sagrado e o profano, convívio social e rituais solenes . Os aspectos principais incluem:

  • Festa titular de Santa Catarina: Como Santa Catarina de Siena é a padroeira, todos os anos no último domingo de maio o Drago celebra a sua festa titular . O fim de semana de celebrações inclui cerimónias religiosas (missa solene no Oratório de Santa Caterina in Paradiso), procissões pelas ruas do distrito com contradaioli em trajes históricos e momentos de convívio como o jantar da vitória (se o Palio foi vencido naquele ano) ou jantares coletivos e brindes .
  • Baptismo contradaiolo: Durante a festa titular ocorre o Battesimo contradaiolo: recém‑nascidos ou crianças ligadas à contrada por família ou residência são simbolicamente “batizados” com água da fonte da contrada, recebendo as cores do Drago . No Drago, a cerimónia acontece na fonte batismal da Piazza Matteotti; o Priore recita a fórmula tradicional e asperge a testa da criança com água da fonte enquanto tambores rufam e bandeiras ondulam . A partir desse momento a criança torna‑se dragaiolo (contradaiolo do Drago) para a vida .
  • A fonte batismal: Cada contrada possui uma fonte onde se realiza o baptismo laico, mas a fonte do Drago é particularmente artística. Inaugurada em 1977, é obra do escultor sienense Vico Consorti, ele próprio contradaiolo do Drago . A fonte consiste numa coluna inscrita com uma dedicação (“O amor da contrada confia aos futuros dragaioli a memória dos grandes priores Mario Calamati e Alberto Rossi”) encimada pela escultura de um menino agachado brincando com berlindes . De forma incomum, o símbolo do dragão não aparece diretamente; em vez disso, um dos berlindes na mão do menino é pintado com as cores do Drago (rosa antigo e verde), simbolizando a contrada que se destaca no jogo . Essa ausência do dragão e a presença de uma criança brincando tornam a fonte única, representando o espírito de jogo e a transmissão do património da contrada aos jovens . A fonte situa‑se num canto da Piazza Matteotti, em frente à sede e ao museu da contrada . Todos os anos, durante a festa titular, novos contradaioli são batizados ali .
  • Vida da contrada e a Società Camporegio: O coração pulsante da vida social do Drago é a Società di Camporegio, o clube recreativo da contrada. A sua sede na Via di Camporegio 1, sob o oratório no antigo convento, recebe contradaioli durante todo o ano para jantares, assembleias, festas e iniciativas . Tradições típicas incluem jantares às sextas‑feiras (“cenenino”), jantares propiciatórios antes do Palio e o grande Jantar da Vitória quando o Drago vence o Palio . Ao longo do ano há eventos para todas as idades: torneios (futebol, tiro ao alvo, jogos de tabuleiro) entre contradaioli, bailes e rifas, além da participação coletiva nas provas do Palio e no cortejo histórico . O Drago, como outras contrade, também se preocupa em educar seus jovens membros: o Gruppo Piccoli Dragaioli envolve crianças e adolescentes em atividades lúdicas e culturais relacionadas à contrada, ensinando‑lhes desde cedo os hinos, manuseio de bandeiras, ritmo dos tambores e valores comunitários . Esta transmissão geracional é crucial para manter vivo o espírito da contrada .
  • Outros rituais: Entre os costumes peculiares do Drago está a tradicional homenagem floral em 29 de abril (dia da festa de Santa Catarina) na Basílica de San Domenico, onde se conservam as suas relíquias . Uma delegação trajada leva flores em devoção. Cada contrada também tem um hino oficial: o do Drago chama‑se “Il canto del drago” (com refrão que clama “Drago, Drago!”) e é cantado em coro em ocasiões solenes, especialmente após uma vitória no Palio . Depois de ganhar o Palio, outro rito emocionante é a missa de agradecimento (Te Deum) celebrada no Duomo com as contrade aliadas, uma tradição compartilhada por todas as contrade vencedoras .

De modo geral, a Contrada del Drago vive 365 dias por ano graças a um calendário cheio de eventos — apoio ao seu jóquei nas negociações de primavera, bênção do cavalo e do jóquei na noite anterior ao Palio no oratório, festas de bairro no verão e outono, entre outros . Visitantes em Siena fora da temporada do Palio ainda podem vislumbrar essa vida: ao passar pela Via di Camporegio podem ouvir vozes e música vindas da sede, ver crianças ensaiando tambores depois da escola ou notar bandeiras do Drago penduradas nas ruas durante determinados aniversários . Tudo isso mostra como o Drago não é apenas um participante do Palio, mas uma verdadeira família alargada que renova diariamente suas tradições seculares .

Museu da Contrada del Drago

Localização e seções

Cada contrada de Siena tem seu próprio museu; o museu do Drago é particularmente interessante para compreender a história e a arte ligadas à contrada. Está localizado em espaços adjacentes e abaixo do Oratório de Santa Caterina del Paradiso, a igreja da contrada na Via del Paradiso 1, na área de Poggio Malavolti . A entrada do museu coincide com a sede histórico-museal em frente à fonte na Piazza Matteotti e é muitas vezes reconhecível pelo emblema do Drago sobre o lintel .

O complexo museal divide‑se em várias seções, oferecendo aos visitantes uma viagem fascinante pela memória do Drago :

  • O Oratório de Santa Caterina: Parte do percurso é o próprio oratório barroco, pequeno mas ricamente decorado . Construído por volta de 1620 sobre uma igreja do século XV, tem nave única e alberga importantes obras sacras . Os visitantes podem admirar pinturas do século XVII de artistas sienenses como Francesco Rustici, Raffaello Vanni e Domenico Manetti, um precioso busto de terracota policromada de Santa Catarina de Lorenzo Marrina (1517) e um crucifixo de madeira do século XV . Estas obras‑primas realçam o entrelaçamento de fé e tradição contradaiola .
  • Sala delle Vittorie (Sala das Vitórias): Descendo às salas sob a igreja, chega‑se ao coração do museu, a Sala delle Vittorie, onde são exibidos os drappelloni — os estandartes pintados ganhos pela contrada em várias edições do Palio . Atualmente, o Drago preserva 36 dos seus 39 estandartes (alguns antigos perderam‑se) . Entrar nesta sala é emocionante: as paredes estão literalmente cobertas de bandeiras coloridas, cada uma contando a história de uma vitória . Destacam‑se:
  • Palio de 2 de julho de 1921, o primeiro Palio pintado por uma mulher, a artista romana Maria De Maria .
  • Palio de 20 de agosto de 1945, o famoso Palio della Pace, pintado por Dino Rofi. Este estandarte tem uma história única: Rofi apenas o esboçou inicialmente devido ao pouco tempo para organizar o Palio pós‑guerra; após a corrida o estandarte original foi rasgado em pedaços por contradaioli de Bruco decepcionados. Rofi depois o repintou completamente, adicionando uma pequena lagarta entre as chamas do dragão como lembrança sarcástica da rivalidade .
  • Estandartes de artistas sienenses do início do século XX como Ezio Pollai (1930) e Plinio Tammaro (1933) .
  • Diversos estandartes das décadas finais do século XX e tempos contemporâneos pintados por artistas renomados: Carlo Cerasoli, o francês Gérard Fromanger, Mimmo Paladino, Ruggero Savinio, Silvano “Nano” Campeggi (famoso pelos cartazes de filmes), Rosalba Parrini e Emilio Giannelli. O mais recente é o Palio de 2 de julho de 2022 pintado pela artista britânica Emma Sergeant, outro nome feminino de prestígio associado a uma vitória do Drago .
  • Galeria de Trajes e Bandeiras (Galleria delle Monture): Outra seção, por vezes instalada em salas separadas, conserva trajes históricos usados pela comparsa do Drago no cortejo histórico do Palio . Entre eles encontra‑se o já referido traje de estilo espanhol de 1839 — o mais antigo intacto em Siena — e diversos trajes dos séculos XIX e XX ricamente decorados, mostrando a evolução do estilo e das técnicas de alfaiataria . A galeria também expõe bandeiras históricas, com décadas de idade, mostrando diferentes desenhos e variações do símbolo do dragão . Ver estas bandeiras envelhecidas ou gastas ao lado das atuais ilustra quão profunda é a ligação com a tradição .
  • Outras memorabilia: Completa o museu vários troféus e itens ligados à vida do Drago. Por exemplo, expõem‑se troféus Masgalano ganhos pela contrada (prémio atribuído à contrada com melhor apresentação no cortejo histórico; o Drago ganhou vários, especialmente oito entre 1951 e 2017) . Os visitantes encontrarão fotografias de época, documentos e livros sobre a contrada, bem como presentes de outras contrade ou de instituições cívicas em ocasiões especiais . Um canto costuma ser dedicado a figuras ilustres do Drago — retratos de capitães históricos ou jóqueis que montaram pela contrada .

Visitar o museu

Geralmente, os museus das contrade não possuem horários diários de abertura como os museus estatais; a visita é feita mediante marcação ou em datas especiais . A Contrada del Drago organiza visitas guiadas a pedido, especialmente para grupos; ao contactar a contrada com antecedência (por exemplo, por e‑mail para a secretaria ou através do site oficial) é possível agendar um tour . No verão, por volta dos Palios de julho e agosto, os museus das contrade costumam abrir ao público através de eventos organizados pela cidade ou pelo Consorzio per la Tutela del Palio . Vale muito a pena visitar o museu do Drago: estar rodeado de estandartes vencedores, ouvir contradaioli explicar cada vitória e ver trajes e objetos cerimoniais proporciona uma perceção única da alma da contrada .

Vitórias no Palio

Visão geral e lista cronológica

A Contrada del Drago venceu 39 Palios em sua história (até o Palio de 2022) . A primeira vitória data de 1650 e a mais recente de 2 de julho de 2022 . Com 39 vitórias “no campo”, o Drago situa‑se na faixa médio‑alta da lista de honras do Palio: não está entre as mais vitoriosas (Oca ostenta 66, Chiocciola 51 etc.), mas supera muitas outras contrade e viveu períodos de grande sucesso .

O artigo fornece uma lista cronológica detalhada de todas as 39 vitórias, incluindo data, jóquei (alcunha) e cavalo . Aqui resumimos a primeira e a última vitórias e apresentamos uma repartição por períodos:

  • Primeira vitória: 6 de novembro de 1650 (Palio extraordinário) – jóquei desconhecido .
  • Vitória mais recente: 2 de julho de 2022 – jóquei Giovanni Atzeni (Tittìa) montando Zio Frac .

Distribuição aproximada por período:

PeríodoVitórias e comentários notáveis
Séculos XVII–XVIIIVitórias iniciais incluem o Palio extraordinário de 1650 e múltiplas vitórias no século XVIII (1724, 1729, 1738, 1748, 1763, 1771, 1786) – mostram a participação e sucesso precoce do Drago .
Século XIXPeríodo de renascimento com vitórias em 1833, 1845 (extraordinário), 1874, 1878, 1881, o Palio cavalli scossi extraordinário de 1889, o raro cappotto (vitória dupla) em 1890 e outra vitória em 1894 .
Início do século XXVitórias em 1900, 1903, 1909, 1911 e 1921 refletem continuidade no início dos anos 1900 .
Meio do século XXVitórias notáveis em 1936, 1938, o Palio della Pace de 1945 e vitórias na década de 1960 (1962, 1963, 1964, 1966) .
Final do século XXVitórias retomadas em 1986, 1989, 1992, 1993 e 2001 .
Século XXIVitórias recentes em 2014, 2018 e 2022 .

Um ponto-chave da lista cronológica é que o Drago venceu dois Palios extraordinários fora das datas habituais de 2 de julho e 16 de agosto (1650 e 1945) .

Vitórias memoráveis e anedotas

Algumas vitórias do Drago ocupam um lugar especial na história do Palio pelas suas circunstâncias excepcionais :

  • O Palio della Pace (20 de agosto de 1945): Este Palio extraordinário, corrido logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, é considerado uma das corridas mais tumultuadas de sempre. Organizado às pressas para celebrar a paz, o Drago apresentou uma dupla jovem: o jóquei de 19 anos Gioacchino Calabrò (Rubacuori) montando Folco . O favorito era o Bruco, que não vencia há 23 anos . Depois de duas falsas partidas e da retirada de Tartuca em protesto, a corrida finalmente aconteceu. O Bruco liderou a maior parte do percurso, mas na última volta Rubacuori explorou a velocidade de Folco para ultrapassar e vencer pelo Drago . O caos explodiu: contradaioli do Bruco, furiosos, revoltaram‑se e rasgaram o drappellone . O Drago recebeu um estandarte reconstruído semanas depois, repintado por Dino Rofi, que inseriu uma pequena lagarta (símbolo de Bruco) entre as chamas do dragão como lembrança irónica . Esta vitória é lendária não só pela confusão mas porque simbolizou a paz encontrada após a guerra .
  • O “cappotto” de 1890: No jargão do Palio, um cappotto significa vencer as duas corridas ordinárias no mesmo ano (o Palio di Provenzano em julho e o Palio dell’Assunta em agosto), façanha rara e prestigiosa. O Drago alcançou isso em 1890, vencendo em 2 de julho e novamente em 16 de agosto . A estrela foi o jóquei Francesco Ceppatelli (Tabarre), que montou dois cavalos diferentes — Prete em julho e Farfallina em agosto — e triunfou em ambos. Apenas 17 cappotti ocorreram desde 1701; o cappotto de 1890 do Drago permanece motivo de grande orgulho .
  • O Palio “cavalli scossi” de 1889: O Drago detém o recorde invulgar de vencer o único Palio da história corrido inteiramente sem jockeys (cavalli scossi). Em 18 de agosto de 1889, um Palio extraordinário organizado pela “Società delle feste”, todos os cavalos correram sem cavaleiros, guiados apenas por bersaglieri com alvos móveis; o cavalo do Drago, um alazão de propriedade de Signor Marchetti, cruzou a meta em primeiro . Inicialmente considerado não oficial, o triunfo foi formalmente reconhecido em 1931 . O Drago pode, portanto, dizer que venceu “sem jockey”, uma façanha rara .
  • Vitórias com cavalos sem jóquei: Além da anomalia de 1889, o Drago também ostenta duas vitórias em que seu cavalo chegou à meta sem jockey: em 16 de agosto de 1989 com Benito III (o jockey Moretto caiu) e em 16 de agosto de 1993 com Vittorio (o jockey Mistero caiu) . Tales vitórias geram grande emoção porque ver um barbero (cavalo do Palio) vencer sozinho é épico. A vitória de 1989 quebrou um jejum de 23 anos e a vitória de 1993 viu o cavalo do Drago milagrosamente ultrapassar o favorito da Oca depois que os cavaleiros caíram .
  • Vitórias recentes e jóqueis lendários: Na era contemporânea, os recentes sucessos do Drago e os jóqueis que os assinaram são notáveis. Em 2 de julho de 2014 o Drago voltou a vencer após 13 anos graças ao jóquei Alberto Ricceri (Salasso) montando Oppio, uma vitória algo inesperada . Em 2 de julho de 2018, Andrea Mari (Brio) ganhou com Rocco Nice; Brio, que infelizmente faleceu em 2021, foi um dos jóqueis mais queridos e tinha profunda amizade com o Drago . Por fim, em 2 de julho de 2022 o Drago triunfou com Giovanni Atzeni (Tittìa) montando Zio Frac . Tittìa é atualmente a estrela dos jóqueis do Palio, e com aquela vitória — a nona da sua carreira, mas primeira pelo Drago — ele elevou ainda mais o prestígio da contrada . Estas vitórias recentes resultaram em enormes celebrações no bairro; por exemplo, em 2018 o Drago realizou um jantar da vitória com mais de 1 500 participantes .

Por detrás de cada estandarte pendurado na Sala delle Vittorie há uma história de cavalos lendários, jóqueis corajosos e momentos de glória . A Contrada del Drago coleccionou muitas: do Palio della Pace ao cappotto de 1890, das vitórias de cavalos sem jóquei aos sucessos recentes com jóqueis campeões . Para aprofundar, ouça os contradaioli no museu ou numa visita guiada; eles contarão com paixão as histórias de Rubacuori e Folco, de Tabarre e seu duplo triunfo, de Benito III vencendo sem cavaleiro, e de como “Il cor che m’arde divien fiamma in bocca” se manifesta sempre que o Drago cruza a linha de chegada em primeiro .

Itinerário a pé: do Hotel Minerva à Contrada del Drago

Roteiro sugerido

O Hotel Minerva, na Via Garibaldi 72, fica a curta distância do território do Drago e oferece uma excelente base para um passeio a pé pelo distrito . O itinerário abaixo cobre aproximadamente 20–30 minutos (sem contar paragens) desde o hotel até ao coração da contrada, destacando alguns pontos históricos e panorâmicos :

  1. Saída do Hotel Minerva (Via Garibaldi): Ao sair do hotel, você está na Via Garibaldi, uma estrada que contorna o centro histórico . Vire à esquerda (leste) subindo. Após algumas dezenas de metros poderá vislumbrar a cúpula de Santa Maria di Provenzano ao longe . Continue pela Via Garibaldi até um cruzamento: à esquerda sobe a Via del Risalita (em direção a San Domenico), enquanto em frente a Via Garibaldi curva e se torna Via delle Terme descendo. Siga à esquerda, seguindo as placas para San Domenico/Stadio .
  2. Subida à Fortaleza Medicea e La Lizza: A rua em subida (Via del Risalita ou Via San Domenico) leva em poucos minutos à área verde de La Lizza e à Fortaleza Medicea . Este é um importante ponto panorâmico: você pode entrar nos jardins da fortaleza e subir as muralhas do bastião para desfrutar de vistas esplêndidas sobre Siena, incluindo o Duomo e a Torre del Mangia . Do lado oposto da rua à fortaleza fica o Parco della Lizza com uma estátua de Garibaldi . Esta zona marca a extremidade noroeste do território do Drago. Procure perto da entrada da fortaleza uma placa cerâmica com o símbolo do Drago; tais azulejos de fronteira marcam os limites das contrade em toda Siena .
  3. Piazza Giacomo Matteotti: Continue de La Lizza em direção sudeste; após passar pelo terminal de autocarros você chegará à Piazza Matteotti . Esta praça moderna é um importante centro urbano com paragem de autocarros e táxis. É significativa para a contrada: aqui se encontram a Fonte Batismal do Drago e a sua sede/museu . Procure a esquina onde a Via dei Montanini se cruza — lá verá a coluna e a escultura descritas anteriormente . A praça mostra como a tradição da contrada vive em meio à modernidade: em frente à fonte está a entrada da Società di Camporegio e do museu . Mesmo sem entrar, você está no coração do Drago; observe as bandeiras penduradas nas janelas, especialmente durante o Palio ou as festas . Durante as celebrações, a praça transforma‑se em palco de festas espontâneas, com contradaioli mergulhando na fonte de alegria e acenando suas bandeiras rosa‑verdes .
  4. Via dei Montanini e Via di Camporegio: A partir da praça, faça dois pequenos desvios para saborear a atmosfera do bairro. Primeiro, caminhe alguns passos pela Via dei Montanini (lado direito de quem está de frente para a fonte), uma rua elegante que outrora fazia parte da principal artéria de Siena . Vá cerca de 100 metros até o Arco dei Montanini, sob o qual há um pequeno tabernáculo; antigamente a igreja de San Donato dei Montanini situava‑se aqui . Note os emblemas e placas nas paredes marcando o território. Volte para a Piazza Matteotti e siga pela Via di Camporegio, a estreita rua íngreme ao lado da fonte . Após alguns passos chega‑se à Piazza Camporegio, uma pitoresca praça de casas em tijolo . Acima ergue‑se a Basílica de San Domenico. Esta piazza marca o sítio de Poggio Malavolti, lugar histórico para o Drago; no verão a contrada organiza jantares ao ar livre aqui . A segunda entrada para o oratório de Santa Caterina também se abre nesta praça; espreite se a porta estiver aberta — pode ver preparativos de eventos ou a escadaria do oratório .
  5. Basílica de San Domenico: Da Piazza Camporegio, suba as escadas ou o caminho até a grande praça de San Domenico . Embora ligeiramente fora da rota estrita da contrada, é imperdível e indiretamente ligada ao Drago através de Santa Catarina (a relíquia da sua cabeça sagrada encontra‑se aqui) . A basílica gótica abriga obras de arte e a capela de Santa Catarina. Do lado de fora, pare no belvedere ao lado da igreja para um dos panoramas mais famosos de Siena sobre a cidade antiga e o Duomo . Daqui também se pode vislumbrar parte do território do Drago e, possivelmente, o Hotel Minerva a noroeste .
  6. Regresso ou exploração adicional: Após San Domenico, pode regressar ao Hotel Minerva seguindo a Via di Camporegio e a Via Garibaldi ou continuar explorando Siena . Você está perto do Santuário de Santa Caterina na Contrada dell’Oca (descendo a Costa di Sant’Antonio) e próximo da Piazza Salimbeni e da Via Banchi di Sopra . Se desejar permanecer na área do Drago, caminhe pela Via della Sapienza e pela Costa dell’Incrociata — outras ruas características do distrito — ou visite o Estádio Artemio Franchi ao lado da fortaleza, onde os cavalos do Palio são mantidos nas manhãs para o sorteio .

Este percurso combina aspectos culturais (San Domenico, vistas panorâmicas) com elementos da contrada (fonte, sede do Drago, ambiente de bairro). Ao segui‑lo, você tocará a Contrada del Drago em primeira mão: desde locais históricos (Camporegio, Malavolti) a símbolos vivos (fonte, oratório, museu). O caminho é fácil e imersivo, permitindo apreciar não só a beleza de Siena mas também a riqueza da vida das contrade — um elemento único no mundo que a cidade oferece aos visitantes atentos . Boa caminhada e, como dizem os dragaioli em forma de bênção, “que a chama do Drago arda sempre brilhante!”

Categorias de acomodação

  • Junior Suite: totalmente renovada, espaçosa, elegante e funcional .
  • Superior Room: quartos com vista para o centro histórico de Siena .
  • Elegant standard: íntimos e acolhedores, com vistas sobre o centro histórico .
  • Easy Economy: ideal para uma clientela de negócios .